Unidade com espécies de restinga tem capacidade para 500 mil mudas ao ano
Inaugurado em maio deste ano, o viveiro que a LLX, empresa de logística do Grupo EBX, mantém no Superporto do Açu já conta com mais de 270 mil mudas de restinga. Com capacidade produtiva de 500 mil mudas por ano, o viveiro faz parte do Programa de Conservação da Biodiversidade da companhia e também integra o programa a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Caruara, maior reserva particular de restinga do país, com 3.845 hectares, onde parte das mudas produzidas no viveiro está sendo plantada. No total, 25 mil mudas nativas de restinga já foram plantadas na temporada 2011/2012. Atualmente a LLX se prepara para a temporada de plantio 2012/2013 onde deverão ser plantadas cerca de 250 mil mudas produzidas no viveiro.
Atualmente, o viveiro produz e maneja mais de 53 espécies de restinga. Entre elas, estão quatro ameaçadas de extinção: Pimenta da praia (Jacquinia Brasiliensis), Almescla (Protium heptaphyllum), Pau-ferro (Melanopsidium nigrum) e Quixaba (Sideroxylon obtusifolium) – de acordo com lista oficial do IBAMA, Instrução Normativa MMA nº 6, de 23 de setembro de 2008. Outras importantes espécies também reproduzidas no viveiro são Pitanga (Eugenia uniflora), Aroeira (Schinus terebinthifolia), Abaneiro (Clusia hilariana), Bacupari (Garcinia brasiliensis), Camboinha (Myrciaria tenella), Calombo (Pera glabrata) Fruto de guaxo (Cupania emarginata), Murici (Byrsonima sericea) e Guanandi (Calophyllum brasiliensis), entre outras.
O engenheiro florestal da LLX, Daniel Nascimento, explica que o ecossistema de restinga é o mais ameaçado do país. “A restinga é o ecossistema mais ameaçado do Brasil devido à sua localização, sempre próximo ao litoral, alvo do setor imobiliário. Por isso, esse trabalho no viveiro de mudas é tão importante, pois ajudará a recompor esse ambiente na região”, ressaltou Daniel.
Viveiro
O viveiro ocupa uma área de 8 mil m² e é composto por Casa de Germinação (onde as sementes coletadas são semeadas); Casa de Sombra (onde as mudas recebem um tratamento especial, com apenas 20% de luminosidade e fertirrigação para otimização do crescimento vegetal); Casa de Crescimento (onde as mudas recebem 50% de luminosidade e são selecionadas as de melhor fitossanidade e mais desenvolvidas); Área de Pleno Sol (etapa final de produção das mudas, onde são expostas diretamente ao sol e ao vento, simulando o real cenário de campo).
A LLX também está desenvolvendo o Guia de Reprodução de Espécies de Restinga, que fornecerá os dados do manejo em viveiro das espécies produzidas. O Guia trará informações sobre a melhor época e formas de coleta dos frutos e sementes, beneficiamento, secagem, germinação, repicagem, características de crescimento, principais doenças e o modo de combate e rustificação da muda.
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