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sábado, 28 de abril de 2012

Parque do Açu terá investimento do Estado

Divulgacao

O Parque Estadual da Lagoa do Açu, entre São João da Barra e Campos está entre os 12 que receberão os investimentos do governo do Estado do Rio. Recentemente a Câmara de Compensação Ambiental aprovou a aplicação de R$ 8,5 milhões para treinamento e compra de equipamentos para os parques estaduais, que beneficiam ainda os parques  Costa do Sol, na Região dos Lagos e o Desengano, entre Campos, Mada-lena e São Fidélis.

Os investimentos são para aquisição de materiais, uniformes e viaturas para o Serviço de Guarda-Parque das Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral, para  o desempenho das atividades relacionadas à gestão de 12 unidades, administradas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Os recursos vão contemplar também os parques da Ilha Grande, em Angra dos Reis, Serra da Concórdia, em Valença, Pedra Branca, no Rio de Janeiro, Tiririca, entre  Niterói e Maricá, Cunhambebe, entre Rio Claro, Mangaratiba e Angra dos Reis, Três Picos, entre Cachoeira de Macacu, Teresópolis, Friburgo e Silva Jardim, Costa do Sol, entre Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Araruama, Saquarema e São Pedro da Aldeia, além das estações ecológicas de Guaxindiba, em São Francisco de Itabapoana,  Reserva da Juatinga, em Paraty, Araras, em Petrópolis e de Guaratiba , no Rio de Janeiro.

De acordo com a gerente de Unidades de Conservação e Proteção Integral, do Inea, Patricia Figueiredo de Castro, nos últimos 10 anos mais de 1.750 hectares de mata foram queimadas, e que agravaram a situação — por falta de investimentos necessários, como a contratação de pessoal, materiais, equipamentos e conscien-tização ambiental para prevenção de incêndios florestais — , conforme os dados relativos de 2010 e 2011, apresentando aproximadamente 750 hectares de área danificada neste período, o que representa 42,85% de toda a área queimada.  
O secretário de Meio Ambiente de São João da Barra, Marcos Sá lembrou que apenas 1% do Parque Estadual da Lagoa do Açu está situado em seu município. “Noventa e nove por cento do parque estão no município de Campos, e acredito que os investimentos vão alterar muito pouco do lado sanjoanense. É preciso que haja uma rediscussão sobre o assunto, com uma nova demarcação do parque”, disse.

Já o professor e ambientalista, Aristides Soffiati destacou que o Parque Estadual da Lagoa do Açu é uma Unidade de Conservação muito pequena para o volume de investimentos que estão ocorrendo ou vão ocorrer no Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu. “Todos os empreendimentos em instalação ou por serem instalados no Açu apresentaram EIAs: mineroduto, porto, as terme-létricas a carvão mineral e a gás natural, as duas siderúrgicas, o próprio Distrito Industrial, uma das três redes de transmissão previstas e um pátio logístico. E há muitos ainda previstos. Os valores correspondentes a compensações ambientais são recolhidos pelo Estado, e sua aplicação é decidida pela Câmara de Compensação. Assim, esperamos que outras Unidades de Conservação de Proteção Integral sejam criadas no Norte-Noroeste Fluminense”, comentou.

PARQUE DO DESENGANO 

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) inaugurou no último dia 13, obras de revitalização do Parque Estadual do Desengano, em Santa Maria Madalena, e já planeja novos investimentos na unidade. O parque recebeu obras de reforma e ampliação da sede administrativa, incluindo as futuras instalações da Unidade de Policiamento Ambiental (Upam), que vão reforçar o combate e prevenção aos incêndios florestais, a orientação aos visitantes e a repressão aos crimes ambientais. No sábado foram entregues à população as obras de implantação da Trilha da Cascata, que terá sinalização, guarita e pórtico. O investimento totalizou R$ 2,5 milhões.

O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas, André Ilha ressaltou que os investimentos refletem a política de incentivo ao aumento da visitação nos parques. “Os investimentos não vão somente reforçar a presença física do Inea no parque, mas também oferecer melhores condições para os visitantes, sempre visando ao uso consciente do parque”, disse.




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