Segundo o presidente da Asflucan, Eduardo Crespo, a moagem deve começar na segunda quinzena de maio e, por isso, os produtores têm que conseguir autorização do Inea para realizar a queimada a tempo de fornecer a cana para as usinas.
O produtor que desobedecer à lei estará sujeito a multa, em primeira instância, e em caso de reincidência pode responder judicialmente por crime ambiental. Para facilitar o procedimento e evitar irregularidades, a Asflucan está auxiliando os fornecedores e agilizando o requerimento de autorização junto ao órgão ambiental.
A necessidade de informar previamente ao órgão ambiental sobre a prática da queimada da cana-de-açúcar está prevista na Lei Estadual nº 5990, sancionada em 20 de julho de 2011, como forma de fiscalizar a ação, que se praticada sem controle, pode trazer sérios danos ao meio ambiente.
“Com a formalização do requerimento de autorização junto ao Inea teremos maior organização, inclusive na comprovação do cumprimento das metas estabelecidas pela Lei, no que diz respeito à redução gradativa da queima da palha da cana de açúcar”, disse Crespo.
Para Justen facilitar os trâmites para o produtor é fundamental neste processo.
“A Asflucan está prestando um serviço de grande valia ao fornecedor, sendo um mediador neste processo. Agora, os produtores devem se comprometer com a causa e agilizar o requerimento. É preciso correr contra o tempo”, disse Justen.
O atendimento está sendo feito de segunda a sexta-feira, de 8h30 às 17h, na sede da Asflucan, na rua Conselheiro Otaviano, 233, Centro. A expectativa é de que aproximadamente nove mil produtores sejam cadastrados.
Existe uma lei estadual que autoriza queimada em canaviais de forma controlada e diminutiva de forma gradativa até 2020, somente em pequenas áreas ou locais com morro onde a colheita mecanizada não chega.
De acordo com o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes esse ano 20% da produção vai ser de cana crua, sem queimadas colhidas com máquinas especializadas para isso, e até 2014 o número vai aumentar para 50%.
“A cooperativa já investiu mais de sete milhões nos últimos dois anos e planejamos investir mais cinco milhões visando à mecanização. Algumas máquinas podem chegar a 800 mil reais e muitos pequenos produtores não têm condições de comprar para eles se adequarem a própria cooperativa investiu com recursos próprios para servir a todos os produtores e preparar a terra”, explicou.
Para diminuir o número de queimadas em lavouras de cana de açúcar será realizada uma campanha de orientação aos produtores rurais. Atualmente a Coagro conta com 9.500 cooperados.
De acordo com Paes uma máquina de pequeno porte pode substituir até 60 homens e uma maior até 100.
“Todos os operadores são daqui, já trabalhavam na colheita da cana e foram capacitados e treinados em São Paulo para mexerem nos equipamentos. Cerca de 50 deles era ex-cortadores, tratoristas ou encarregados”, ressaltou.
Para Frederico todas essas mudanças podem trazer benefícios para o setor.
“Vai aumentar, principalmente essa questão do álcool por ser um produto renovado. O mundo quer um etanol limpo, tanto ambiental como socialmente, e estamos buscando produzir o álcool limpo. Para ajudar na produção estamos experimentando o sorgo que também serve para extração de álcool, essa nova cultura não precisa de queima e pode ser colhida na época diferente da cana”, finalizou.
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